Perder peso para melhorar a autoestima e ter saúde, portanto nesse blog tem tudo o que é relativo aos meus cuidados e interesses com a aparência e saúde.
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terça-feira, 31 de outubro de 2017

Anticorpos da tireoide

Anticorpo anti-TPO (anticorpos anti-tireoperoxidase)

A tireoperoxidase (TPO) é uma enzima presente nas células epiteliais da tireoide que participa da síntese dos hormônios tireoidianos. Mais de 90% dos pacientes com tireoidite de Hashimoto possuem anticorpos anti-TPO (antigamente chamado anticorpos anti-microssomal). Os anticorpos anti-TPO também estão presentes na doença de Graves, mas em menor frequência, ao redor de 75% dos casos.
Todavia, é bom salientar que cerca de 15% da população geral sadia e das gestantes, sem doenças da tireoide, podem ter anticorpos anti-TPO positivos, sem que isso tenha significado clínico imediato. Os anticorpos anti-TPO também são comuns em familiares de pacientes com doenças autoimunes da tireoide. 50% deles têm anti-TPO positivo sem ter qualquer sinal de doença da tireoide. Portanto, não basta ter anticorpos antitireoidianos presentes para se desenvolver doença autoimune da tireoide. Outros fatores ainda não totalmente elucidados são necessários.
Em geral, pacientes com anticorpos anti-TPO apresentam maior risco de desenvolverem doenças autoimunes da tireoide, principalmente se já tiverem critério para hipotireoidismo subclínico. Na verdade, este é o grupo de pacientes que mais se beneficia da pesquisa do anti-TPO, pois um valor elevado sugere que o paciente tem o dobro de chance do seu hipotireoidismo subclínico evoluir para hipotireoidismo franco quando comparado com pacientes sem anticorpos anti-TPO.
Como a imensa maioria dos casos de hipotireoidismo é provocada pela tireoidite de Hashimoto, muito médicos não solicitam a pesquisa do anti-TPO. O resultado muito provavelmente será positivo e isso nada influenciará no tratamento da doença. A pesquisa da anti-tireoperoxidase acaba sendo mais útil quando há dúvidas sobre a origem da doenças da glândula tireoide.
Não é indicado solicitar a pesquisa de anticorpos anti-TPO (ou qualquer outro auto-anticorpo) na população em geral, sem que haja um motivo específico para tal. A única exceção são as pessoas sadias, mas com história familiar de doença autoimune da tireoide, pois a presença do anti-TPO sugere um maior risco de problemas na tireoide no futuro. Mesmo assim, é muito questionável a utilidade deste exame se o paciente não tiver critérios para hipotireoidismo subclínico. Como já vimos, ter o anticorpo no sangue não significa obrigatoriamente que o paciente terá qualquer problema com a sua tireoide.
Na maioria dos laboratórios o valor de referência para o anti-TPO é menor que 15 U/ml. Porém, há laboratórios que trabalham com até 60 U/ml como a faixa de normalidade. O mais indicado, portanto, é comparar o valor do anti-TPO do paciente com o da referência do laboratório. Quanto maior for o resultado, mais provável é a presença de uma doença autoimune da tireoide.


Anticorpos anti-tireoglobulina (anti-Tg)

A tireoglobulina é uma substância precursora dos hormônios da tireoide, que costuma ficar estocada dentro do tecido tireoidiano. A presença de anticorpos contra a tireoglobulina é muito comum na tireoidite de Hashimoto, estando presente em 80 a 90% dos casos. Em geral, pacientes com Hashimoto apresentam anti-tireoglobulina e anti-TPO positivos. A presença de anti-tireoglobulina positiva e anti-TPO negativo na tireoidite de Hashimoto é pouco comum.
Assim como ocorre com os anticorpos anti-TPO, os anticorpos anti-tireoglobulinas também podem estar presentes também na doença de Graves. Cerca de 50 a 70% dos pacientes com Graves tem estes anticorpos positivos.
Apesar de estarem muito relacionados às doenças autoimunes da tireoide, a presença de anticorpos anti-tireoglobulinas não significa necessariamente que o paciente tenha ou venha a ter algum problema da tireoide. Cerca de 15% da população saudável e das grávidas podem ter esses anticorpos detectáveis no sangue, sem que isso tenha relevância clínica.
Na maioria dos laboratórios, o valor de referência para o anti-tireoiglobulina é menor que 100 U/ml. Há laboratórios que trabalham com outros valores de normalidade, por isso, mais importante que o valor absoluto é a comparação com os valores de referência fornecidos no laudo.
Ao contrário do anti-TPO, os anticorpos anti-tireoglobulina podem desaparecer após anos de tratamento do hipotireoidismo.
Obs: esse gif é só pra dizer que são uma MNMDÜ esses problemas da tireoide... rs

Check-up médico

Fui em alguns médicos nos meses de setembro e outubro (ginecologista, clínico geral, oftalmologista, otorrinolaringologista e endocrinologista) para fazer um check-up. Foram pedidos alguns exames pela ginecologista e pelo clínico geral:
  • Ultrassom das mamas
  • Ultrassom transvaginal
  • Ultrassom da tireoide
  • Exame de Urina
  • Exames de sangue: hemograma, creatinina, uréia, colesterol HDL, colesterol LDL, albumina, TSH, T4 livre, anti-TPO, anti-tireoglobulina, vitamina D, TGO, TGP, triglicérides, ácido úrico, potássio, sodio e FAN.
Sendo que o anti-TPO e o anti-tireoglobulina estão elevados, que são os anticorpos da tireoide. O endocrinologista me disse que devo apenas realizar os exames a cada seis meses para acompanhar, pois esses anticorpos eu tenho há mais de dez anos (conforme consta no meu prontuário), e ele disse que é até surpreendente que até agora eu não tenha evoluído para um hipotireoidismo (graças a Deus!).
O restante dos exames tiveram resultados bons.

YYY

O oftalmologista verificou que meu grau continua praticamente o mesmo, aumentou apenas o astigmatismo do olho direito, de 0,25 para 0,50. Ele nem receitou outro óculos, e disse que posso continuar usando a receita anterior para as lentes de contato.

YYY

Fui no otorrino por causa de uma inflamação que tenho na cartilagem das orelhas às vezes, mas assim como a reumatologista que consultei no início do ano, ele não me deu uma posição muito clara do que pode ser, nem solicitou nenhum exame.

sábado, 15 de julho de 2017

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Blefaroplastia - 1 mês

Hoje completo um mês de cirurgia nas pálpebras. Estou muito contente com o resultado, que fica melhor a cada dia (o resultado final pode levar até 3 meses). As cicatrizes ainda estão salientes em alguns pontos, nos cantos externos ainda estão avermelhadas, ainda tem um pouco de inchaço e olheiras. Estou usando a pomada/gel Contractubex à noite, e o elixir redutor de rugas da Natura Chronos duas vezes por dia.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Blefaroplastia - 8º dia (retirada dos pontos)

Antes de ir para a consulta para a retirada dos pontos:

Sem os pontos:

Achei que ia doer para tirar os pontos, mas no máximo senti umas fisgadinhas. A médica me receitou uma pomada chamada Contractubex, que devo começar a usar daqui a uma semana, e passar todas as noites durante um mês. Ela vai ajudar na cicatrização e prevenir cicatriz hipertrófica ou queloide.

Ainda sinto as pálpebras estranhas, mas tirar os pontos já me deu um grande alívio.

Peguei o resultado da biópsia, e graças a Deus era apenas gordura mesmo, de 2 cm de cada lado!

Daqui uns quarenta dias, mais ou menos, eu faço uma comparação do antes e depois da cirurgia.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Minha cirurgia nas pálpebras

Minha cirurgia nas pálpebras foi hoje de manhã, em Ourinhos. Foi praticamente uma blefaroplastia mesmo, pois a médica retirou um pouco de pele além das gordurinhas. A cirurgia durou em torno de uma hora, e foi muito tranquila, não fiquei nervosa em nenhum momento (muita oração, é claro, rs). 

Minutos após a cirurgia, com o curativo:

Algumas horas depois, sem o curativo, já inchado e roxo:

Agora já está mais inchado e roxo. Estou fazendo compressa com gelo, e vou usar uma pomada que a médica receitou. Daqui a uma semana vou tirar os pontos, e saber o resultado da biópsia do material que foi retirado de dentro das pálpebras.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Preparação para a cirurgia nas pálpebras

Já fiz todos os exames solicitados pela oftalmologista, e encaminhei para ela.
Provavelmente a cirurgia será no dia 15 de maio. 
O nome correto da minha cirurgia é exérese de lesões nas pálpebras com sedação.

Estou contando os dias, não vejo a hora!
Só peço a Deus que a cicatrização fique perfeita, esse é meu único receio.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Consulta com Oftalmologista especializada em blefaroplastia

Ontem nem tive tempo de contar como foi a consulta, pois o dia foi bastante corrido, mas deu tudo certo e fiquei contente comigo mesma, pois dei conta de fazer tudo sozinha.
O consultório da médica é em Ourinhos - SP (1 hora de ônibus). A consulta foi pontual e rápida. A médica me pediu alguns exames preparatórios para a cirurgia: 
  • Tomografia computadorizada de órbita
  • Eletrocardiograma
  • Coagulograma
  • Glicose
  • Hemograma

Saindo do consultório consegui fazer a tomografia de órbita lá em Ourinhos mesmo, pois por sorte eu tinha feito a minha última refeição cinco horas antes. Os outros exames eu vou fazer na semana que vem. Quando tiver os resultados, vou mandar por e-mail para a médica, e depois marcar a cirurgia.
A consulta e os exames são pelo plano de saúde, mas a cirurgia vou ter que pagar, pois é considerado estética. O valor dela é de R$ 3.000,00.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Meus olhos grandes

Em 2004 eu tive uma disfunção na minha glândula tireoide. Ela começou a trabalhar demais, produzindo muito hormônio, e eu tive alguns sintomas clássicos do hipertireoidismo: emagrecimento, coração acelerado, muita fome, tremor nas mãos e os olhos saltados. Na época o médico me receitou dois remédios: Tapazol e Propanolol. Fiz o tratamento por um tempo e engordei muito e rápido. Parei de tomar os remédios por conta (e risco) próprio, e felizmente melhorei de todos os sintomas. Fiz exames da tireoide algumas vezes depois disso, e sempre tiveram resultados normais, graças a Deus! 

Mas uma coisa ficou de herança desse episódio da minha vida: um inchaço permanente nos olhos. Tenho no canto externo dos dois olhos esse inchaço, e também é possível sentir um nódulo nessas regiões.
Marquei uma consulta para amanhã com uma oftalmologista especializada em blefaroplastia (cirurgia plástica das pálpebras), para ouvir uma opinião se devo fazer algo sobre isso, ou se deixo quieto como está. Após a consulta eu conto.

domingo, 5 de março de 2017

Alguns exames

Quando fui ao dermatologista ele pediu alguns exames de sangue, para investigar possíveis causas da minha queda de cabelo: 
  • Hemograma - O hemograma completo é um exame de sangue para avaliar sua saúde de maneira geral e identificar possíveis desordens, como anemia, infecções e leucemia. O hemograma completo pode ser chamado simplesmente de "hemograma", pois não existe hemograma que não seja completo.
  • Glicose em jejum - A glicemia (concentração de glicose no sangue ou mais precisamente no plasma) de jejum é um exame que mede o nível de açúcar no seu sangue naquele momento. O exame de glicemia de jejum serve para fazer o diagnóstico de hipoglicemia ou hiperglicemia. Esse exame serve também para monitorização do tratamento do diabetes, juntamente com o exame de hemoglobina glicada.
  • Creatinina - é usado para avaliar a função dos rins.
  • TGO e TGP - usados principalmente para verificar danos no fígado.
  • TSH - hormônio estimulante da tireoide, é um hormônio produzido na hipófise. Sua função é induzir a tireoide a produzir dois hormônios: T3 e T4, que ajudam a controlar o metabolismo do corpo.
Graças a Deus os resultados de todos esses exames foram ótimos.

Há alguns dias eu procurei uma médica reumatologista, por conta de uma inflamação que tenho tido, com uma certa frequência, na cartilagem das orelhas. Ela pediu alguns exames também:
  • VHS - avalia a velocidade de hemossedimentação, podendo indicar se há alguma inflamação no organismo. Por não indicar o local e a gravidade da inflamação, o exame VHS é pouco específico e, por isso, somente este exame não deve ser utilizado para diagnosticar alguma doença.
  • Calcio - O exame de cálcio no sangue é feito para triagem, diagnóstico e monitoramento de várias condições relacionadas aos ossos, coração, nervos, rins e dentes. Os níveis de cálcio não informam diretamente quanto cálcio há nos ossos, mas quanto cálcio está circulando no sangue.
  • Proteina C Reativa - também conhecida pela sigla PCR, é uma proteína produzida no fígado, cuja concentração sanguínea se eleva radicalmente quando há um processo inflamatório em curso, como infecções, neoplasias, doenças reumáticas ou traumatismos. A PCR, porém, é um exame inespecífico; ela é capaz de apontar precocemente a existência de uma inflamação/infecção, mas é incapaz de dizer a sua origem, ou seja, ela não serve para identificar qual é a doença que está provocando o quadro.
  • Vitamina D -  para detectar deficiência de vitamina D.
  • Fator Anti-Nuclear (FAN) - é um teste habitualmente solicitado para os pacientes que estão com suspeita de uma doença de origem autoimune. Quando uma pessoa tem uma doença autoimune, o organismo inapropriadamente passa a produzir anticorpos contra as células, tecidos e proteínas do próprio corpo, como se estes fossem agentes agressores.
  • Pesquisa de HLA B27 - HLA-B27 é um antígeno leucocitário encontrado no sangue humano e associado com algumas desordens autoimunes. 
Os únicos que apresentaram alterações foram o VHS e a PCR, como era de se esperar. E a vitamina D está um pouco abaixo do considerado suficiente. Mas graças a Deus, os últimos dois tiveram resultado negativo.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Consulta no dermatologista

Marquei uma consulta no dermatologista pra hoje, e consegui resolver algo que estava me incomodando há bastante tempo: Uma pinta na ponta do nariz, que às vezes eu cutucava com a unha e virava uma feridinha. E o dermatologista eliminou ela em menos de cinco minutos, se eu soubesse que ia ser tão fácil resolver, já teria ido antes.

Também falei pra ele sobre a minha queda de cabelo, e ele me receitou uma composição de Vitamina C, Vitamina E e Zinco, que eu mandei manipular e vou tomar uma cápsula por dia.

Ele solicitou alguns exames, que vou fazer e levar o resultado na próxima consulta.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Espironolactona

Fui ao ginecologista há alguns dias atrás, porque apareceram muitas espinhas no meu rosto (principalmente na testa e no nariz) e nuca. Como uso o anticoncepcional Diane 35, achei muito estranho o surgimento de tantas espinhas de uma só vez. 
O médico pediu alguns exames, que irei fazer no final do mês, e me receitou um remédio chamado espironolactona. 

Espironolactona é um diurético poupador de potássio que impede que o organismo absorva muito sal e previne que os níveis de potássio fiquem muito baixos, sendo indicada em várias doenças, tais como hipertensão, insuficiência cardíaca, cirrose hepática etc.

Alguns especialistas utilizam a espironolactona no tratamento para a acne, em casos de Síndrome dos Ovários Policísticos – quando os ovários aumentam a produção hormonal e concentração sanguínea do hormônio masculino, um dos principais responsáveis pela acne.

Suspendi o uso do Diane 35.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Atividade física após cirurgia

Fui retirar os pontos da cirurgia hoje, no consultório do médico. Ele disse que minha cicatrização está muito boa. Perguntei quando vou estar liberada para fazer uma atividade física, como uma caminhada de 1 hora, e ele respondeu que depois de 1 mês, mas que eu posso andar, sem exagerar. Não vejo a hora de começar a caminhar, estou muito animada (para emagrecer) e sentindo falta disso.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Recuperação pós colecistectomia

Ontem fez uma semana que eu fiz a cirurgia. Após a cirurgia, eu bebi apenas um caldo (que foi meu almoço e jantar naquele dia). No dia seguinte, ainda lá no hospital, eu bebi chá de manhã e almocei uma canja. Em casa eu jantei uma canja novamente. No terceiro dia eu almocei um mingau de fubá com um pouco de caldo de feijão, no café da manhã e da tarde eu tomei café com leite, comi bolacha (club social) e bolo de laranja. No jantar tentei comer uma sopa, mas não consegui, comecei a sentir enjoo. No quarto dia decidi comer comida (arroz, feijão, carne e salada), em pequenas quantidades. 

Senti enjoo uns três dias, e tomei 30 gotas de bromoprida de 6 em 6 horas (conforme o médico havia receitado). Também tomei 1 comprimido de lisador de 6 em 6 horas por dois dias. Na verdade não cheguei a sentir uma dor que incomodasse, mas quis tomar para prevenir.

Depois que o enjoo passou, fiquei com a boca amarga por uns dois dias. Meu intestino funcionou bem, tive um princípio de diarreia umas duas vezes. Acredito que o meu organismo está se adaptando a sua nova realidade.

Ainda não tirei os pontos, marquei com o médico para tirar na semana que vem, pois era o horário que ele tinha disponível. Vão ser tirados 12 dias após a cirurgia. 

Não tomei banho de corpo inteiro, pra não molhar muito os pontos. Tomo banho de chuveirinho e minha mãe me ajuda a lavar o cabelo.

Ontem saí de casa pela primeira vez, fui até a casa do meu noivo a pé (é uma subida de duas quadras) e depois saímos de carro. Confesso que senti um pouco de dor na barriga depois, do lado direito próximo ao umbigo, acredito que foi o esforço.

Tenho mais uma semana de atestado, e tenho certeza que vou estar totalmente recuperada nesse tempo.

sábado, 21 de maio de 2016

Minha Colecistectomia

Minha cirurgia de retirada da vesícula aconteceu no dia 19 de maio. O procedimento foi marcado para às 07:30, mas internei às 06:00 horas da manhã.  Tomei anestesia geral, olhei para o relógio na parede que marcava 07:25 horas e apaguei. Quando acordei estava na sala de recuperação e eram 11:30 horas. Logo fui para o quarto e recebi alta no dia seguinte às 13:00 horas. Foi tudo muito tranquilo, não tive dor, nem enjoo. Meu médico me deu 15 dias de atestado para me recuperar, me orientou a comer apenas líquidos, mingaus, sopas e frutas nos primeiros sete dias, e disse que vou retirar os pontos após uma semana de operada.

Minha cirurgia foi por videolaparoscopia. São feitas 4 incisões por onde entram os instrumentos, sendo um no umbigo, por onde é retirada a vesícula:

Pedras que estavam na minha vesícula (54 pedrinhas):

Logo após a cirurgia:

Um pouco antes de sair do hospital, no dia seguinte a cirurgia:

O meu plano de saúde cobriu todas as despesas.
A intenção desse post é mostrar para quem vai passar por esse procedimento, que a recuperação é tranquila. O risco de ficar com as pedras é muito maior do que o risco da cirurgia!

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Entendendo a Colelitíase (pedras na vesícula)

A vesícula biliar é uma pequena bolsa em forma de pera, localizada no quadrante superior direito do abdômen, logo abaixo do fígado. Sua principal função é armazenar a bile, um líquido amarelo-esverdeado, rico em colesterol, pigmentos e bicarbonato, produzido pelo próprio fígado. A bile é uma substância que auxilia na digestão das gorduras da alimentação. 

Colelitíase é o nome que é dado à presença de pedras dentro da vesícula, uma condição que pode ser assintomática em alguns casos, mas pode também provocar intensa dor abdominal se houver inflamação da vesícula. As pedras na vesícula, chamadas de colelitíase ou cálculo biliar, surgem quando ocorre um desequilíbrio entre a quantidade de água e as substâncias presentes na bile. A pedra pode surgir quando a quantidade de água retirada da vesícula biliar for excessiva ou quando quantidade de substâncias na bile, como colesterol e pigmentos, estiver em quantidades exageradas, tornando-a saturada.

A maioria das pessoas com pedras na vesícula não apresenta sintomas. As pedrinhas ficam lá dentro da vesícula, quietinhas, sem causar nenhum problema. Às vezes, são tão pequenas que saem junto da bile e acabam sendo eliminadas nas fezes, sem que o paciente tome ciência do fato. Os sintomas começam a surgir quando a pedra torna-se maior que o orifício de saída da vesícula. Uma pedra grande pode ficar impactada na saída da vesícula biliar, impedindo a drenagem do restante da bile. Quando o paciente se alimenta, o estômago e o duodeno enviam sinais à vesícula avisando que está chegando comida, fazendo com que a mesma se contraia. O problema é que a saída está obstruída e a contração acaba gerando uma grande pressão dentro da vesícula, levando à típica dor da cólica biliar.

Complicações possíveis do Cálculo Biliar

Colecistite

A colecistite é a inflamação da vesícula biliar que ocorre normalmente após obstrução frequente da mesma por uma pedra. A vesícula obstruída fica mais susceptível a infecções e inflamações. Ao contrário da cólica biliar onde a dor é limitada e desaparece após o relaxamento da vesícula fora dos períodos de alimentação, na colecistite a vesícula torna-se permanentemente inflamada e a dor é constante, estando habitualmente associada a vômitos e febre. Na colecistite a dor também pode piorar com a alimentação, mas não desaparece por completo com o jejum.

Coledocolitíase, Colangite e Pancreatite por cálculo biliar

Além da cólica biliar e da colecistite, a pedra na vesícula pode causar ainda outro problema. Alguns cálculos são pequenos o suficiente para sair da vesícula, mas são maiores que o diâmetro das vias biliares, ficando impactado nas mesmas, sem conseguir chegar ao duodeno. A impactação de uma pedra nos ductos biliares também causa obstrução à passagem da bile. Este quadro se chama coledocolitíase.

Quando há obstrução apenas da vesícula, a bile armazenada fica estagnada, mas a bile que continua sendo produzida no fígado consegue ser normalmente escoada pelas vias biliares. Por outro lado, quando a pedra impacta na via biliar, nem a bile do fígado nem a bile da vesícula conseguem ultrapassar a barreira. Esta bile represada volta para o fígado e começa a ser absorvida pelo sangue, levando a um quadro chamado icterícia, que é a coloração amarelada da pele e dos olhos devido ao acumulo de bilirrubina (bile) no sangue e na pele.

Um quadro ainda mais grave surge quando a bile obstruída é contaminada por alguma bactéria vinda dos intestinos. Assim como a bile estagnada na vesícula pode se infectar causando a colecistite, a bile estagnada nas vias biliares quando contaminada provoca um quadro chamado colangite. A colangite é uma infecção grave das vias biliares, uma situação que costuma levar à sepse e tem alta mortalidade.

Um terceiro modo de obstrução causado por uma cálculo biliar é a impactação da pedra na saída do ducto do pâncreas. Neste caso, a pedra impede a secreção das enzimas do pâncreas, levando a um quadro de pancreatite aguda.

Tratamento da Pedra na vesícula

Nos pacientes assintomáticos, que encontram uma pedra acidentalmente em exames de rotina, em geral, a conduta é expectante. Trabalhos mostram que menos de 15% das pessoas com pedras desenvolvem sintomas em um prazo de 10 anos. Além disso, a maioria dos pacientes que apresenta sintomas pelo cálculo biliar o fazem como cólica biliar, e não colecistite, colangite ou pancreatite. Portanto, a não ser que haja outros dados na história clínica, habitualmente não se leva à cirurgia pacientes com colelitíase assintomática.

Cirurgia de vesícula

Se o paciente apresenta sintomas da pedra, mesmo que somente cólicas biliares, a cirurgia está indicada. O tratamento mais comum nestes casos é a colecistectomia, retirada cirúrgica da vesícula. A colecistectomia pode ser feita por cirurgia tradicional ou por laparoscopia. Atualmente a cirurgia laparoscópica é a mais usada.

A vesícula é um órgão importante, mas não é vital. A maioria dos pacientes sem vesícula vive sem grandes problemas. Os principais sintomas que surgem após a retirada da vesícula são aumento dos gases e fezes mais amolecidas, principalmente após a ingestão de alimentos gordurosos.

Tratamento não cirúrgico do cálculo biliar

Nos pacientes com pedras predominantemente de colesterol e sem evidências de complicações, há a opção pelo tratamento com remédios. Existe uma substância chamada ácido ursodeoxicólico, ou ursodiol, que dissolve este tipo de cálculo. Através da tomografia computadorizada muitas vezes é possível avaliar a composição das pedras e indicar o tratamento com remédios. O tratamento com esta droga é bem lento e pode durar anos até dissolver totalmente a pedra. Se o paciente estiver tendo cólicas biliares, este tipo de tratamento não está indicado, pois ninguém vai manter o paciente com dor por tanto tempo.
Existe ainda a opção pelo tratamento com ondas de choque (litotripsia), semelhante ao feito com o cálculo renal.

O grande problema do tratamento não cirúrgico é a alta taxa de recorrência das pedras. Mais de 50% dos pacientes voltam a apresentar pedras em um intervalo de 5 anos.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Check up médico


No mês de março eu estava sentindo dores no abdômen, do lado direito, abaixo do peito. Doía quando eu andava, doía quando eu respirava fundo, mas principalmente doía muito quando eu deitava de lado, inclinada para frente, com meu lado direito para cima. Se estivesse deitada assim, e mudasse de posição com a barriga pra cima, a dor era intensa. Às vezes sentia dor mesmo estando sentada. Fui ao médico, mas só consegui marcar os exames que ele pediu para o final de abril, e as dores desapareceram depois de um tempo.

Hoje levei os resultados dos exames para o médico ver. Nos exames de sangue detectou o seguinte:
  • Colesterol HDL (colesterol bom) abaixo do desejável
  • Colesterol Total está no limítrofe
  • Triglicérides está alto
  • Insuficiência de Vitamina D
  • Carência de Vitamina B12
Fiz também um ultrassom total do abdômen, que mostrou que tenho:
  • Pedras na vesícula 
  • Gases no intestino
O médico me disse que vou ter que fazer uma cirurgia para retirar a vesícula (colecistectomia), o quanto antes (ele disse que pedra na vesícula é uma bomba relógio). Ele solicitou raio-x do tórax, eletrocardiograma e coagulograma como preparação para a cirurgia. Felizmente consegui fazer o raio-x hoje mesmo, e marquei os outros dois exames para segunda-feira de manhã.

Ele me receitou um vermífugo (Albendazol 400 mg) e um remédio para a questão da carência de vitamina B12 (Citoneurin 5.000). Falou para voltar a tomar o Dose D e fazer uma atividade física para abaixar as taxas de colesterol e triglicérides.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Alongamento

Fui ao médico esses dias, um clínico geral, e comentei com ele que tenho tido muitos espasmos nos braços, pernas e nádegas, e ele me disse que de início isso não sugere nenhum problema de saúde, e falou que eu devo fazer alongamento todos os dias, pois com isso, provavelmente, esses espasmos vão parar.

Porque alongar?
Recomendado sempre antes e depois da prática de exercícios físicos, o alongamento melhora a flexibilidade dos músculos, evita lesões e ajuda a relaxar o corpo e também a mente. Na correria do dia a dia, a prática pode aliviar a tensão e tornar a sua vida mais leve. 
Fique 30 segundos em cada posição e alongue dos dois lados.